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terça-feira, 2 de junho de 2015

FÍSICA E A EVOLUÇÃO ESPACIAL


Hoje em dia é aceite pela esmagadora maioria dos físicos que o Universo teve origem numa explosão denominada Big Bang. A observação do espaço permitiu determinar que o Universo se expande continuamente em todas as direções, e que existe uma radiação virtualmente uniforme de fundo, com diferenças de temperatura menores que uma parte em 100 000, que constitui o reflexo dessa explosão após a expansão do Universo.
O destino do Universo ainda é, no entanto, motivo de discussão. Dependendo da densidade de massa e energia no Universo havia, até há pouco tempo, três grandes alternativas: o Universo poder-se-ia expandir para sempre, embora com uma velocidade decrescente de expansão, tender com o passar do tempo para a estagnação, ou voltar a contrair-se (naquilo a que se chama o Big Crunch).
O primeiro problema levanta-se com a questão da massa observável, que é muito inferior à necessária para se estar sequer próximo da linha divisória entre a expansão eterna e o Big Crunch. Para mais, a teoria vigente sobre o Big Bang (a denominada Big Bang Nucleosynthesis, ou BBN) indica que apenas uma pequena percentagem dessa massa poderia ser bariônica, ou seja, constituída pelo mesmo tipo de partículas que formam os átomos.
O segundo problema tem origem em dados provenientes da observação da explosão de estrelas no espaço profundo, que indicam que o Universo está a acelerar a sua expansão. A única forma de explicar este fenômeno seria a inclusão da chamada constante cosmológica (enunciada inicialmente por Einstein e que mais tarde este veio admitir como ‘o maior erro da sua vida’), que não só contrariasse o efeito de atração gravitacional entre os corpos mas fosse ainda suficiente para assegurar a aceleração da expansão do Universo.
Compreender a origem da massa no Universo e a forma como se associa às partículas da matéria é assim um ponto fulcral da investigação atual em física, aos níveis macroscópico (formação do Universo observável), microscópico (fecho do Modelo Standard da matéria), e filosófico (qual o destino do Universo), uma vez que poderá apontar para a solução das questões deixadas em aberto sobre o que aconteceu nos primeiros momentos do Universo, como se formaram as galáxias, estrelas e planetas e como se dispersaram pelo espaço, qual a natureza da massa não observável no Universo, etc.Da mesma forma que uma teoria do electromagnetismo, criada a partir da curiosidade sobre o mundo de um punhado de cientistas no século XIX, está na origem de toda a gama de sistemas eléctricos que alimentam as nossas casas, dos sistemas de telecomunicações que utilizamos, e dos computadores com os quais efetuamos cálculos, elaboramos relatórios e fazemos apresentações; da mesma maneira que os conhecimentos já obtidos sobre as forças gravitacionais nos permitiram enviar sondas para o espaço para nos observarmos ao espelho, protegermo-nos muitas vezes de nós próprios e umas quantas de objetos que vagueiam pelo espaço; da mesma forma que os estudos sobre mundo subatômico através da física quântica nos estão a permitir iniciar uma nova revolução que permitirá aumentar radicalmente a capacidade de processamento dos computadores atuais, com todas as implicações subsequentes , a identificação da origem da massa e a sua integração no edifício da Ciência poderão eventualmente alterar radicalmente a forma como a tecnologia evoluirá, com implicações profundas sobre o Homem e sobretudo sobre a forma como este gere a tecnologia em benefício da comunidade. Neste link vocês poderá ver como foi se desenvolvendo o universo em relação com a Física : https://www.youtube.com/watch?v=Z_xEs1yZRN4


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